LIVROS: MAGIAS E RITUAIS DA UMBANDA

CABOCLO WEB

 

Nas obras – “Magias e Rituais de Umbanda – volumes I, II, e III”, estaremos abordando temas importantes no que tange a parte ritualística e magística de Terreiro, onde cada leitor poderá ter uma versão calcada na razão e no bom senso, dos procedimentos utilizados do grande arsenal da Umbanda.

Todos os ensinamentos desta obra, com seus aspectos esotéricos e exotéricos, são com total visão da “Escola Iniciática Umbanda Crística”. Não falamos em nome da Umbanda.

Absolutamente ninguém tem autoridade para falar por todos os umbandistas, em nome da Religião de Umbanda, ou de uma hegemonia de opinião ou práticas, seja um dirigente, médium, autor, ou seja, de uma cátedra de Ciência da Religião, Teologia, Religiologia, Antropologia e afins, nem mesmo instituições federativas. Isso é, por si só, desonestidade intelectual.

Quando um umbandista, sobretudo se tem influência sobre a comunidade manifesta uma ideia ou uma opinião, tem por dever dizer se essa ideia é dele, ou do Terreiro que ele dirige ou frequenta, ou da modalidade umbandista que pratica, e jamais deve manifestar essa ideia como sendo da Religião de Umbanda como um todo.

A única autoridade que deu as diretrizes práticas da Religião de Umbanda, a partir de 1908, foi o seu anunciador, o Caboclo das Sete Encruzilhadas, fato esse comprovado com documentação. A partir dai, surgiram as “Modalidades de Umbanda”, cada qual com suas diretrizes, algumas se distanciando grandemente das práticas originais.

Todas as “Modalidades de Umbanda” praticadas são legítimas, exercidas de forma diferenciadas, atendendo a todos os entendimentos, regiões, temperamentos psicológicos, ou serviço comprometido no plano espiritual.

O Movimento Umbandista está longe da unanimidade em todos os temas.

Infelizmente muitos irmãos umbandistas dão ênfase exagerado para a realização de Magias e Rituais, achando que somente isso basta para estar “fazendo Umbanda”, ou ajudando o próximo. Há Terreiros onde medra o exagero de objetos e práticas fetichistas, que não tem significação alguma no campo da magia, mais por culpa da ignorância ou vaidade de certos dirigentes ou certos médiuns.

Não se esqueçam:

“Transmutar energias para movimentar o ar, expandir o fogo, contrair a água e coerir a terra é fácil, pois são magias que se processam externamente, manipulando-se “coisas concretas” e de fácil acesso. Agora, difícil mesmo é realizar a magia “interior”, onde você trabalha com as “coisas abstratas”, procurando transmutar a ira em paciência, a leviandade em firmeza, o receio em esperança, à soberba em humildade, a luxúria em castidade, o arrebatamento em prudência e o egoísmo em generosidade. Tem-se que compreender que, na maioria das vezes, os grandes conflitos e “demandas” são interiores, ou seja, nós mesmos criamos os emaranhados de situações que ficam pululando em nossos pensamentos, sentimentos e, por decorrência, nas nossas ações”. (Márcio Bamberg)