Lilia Ribeiro

Disponibilizaremos alguns documentos e reportagens históricas sobre a Umbanda, todos do arquivo pessoal da senhora Lilia Ribeiro.

Lilia debateu tenazmente, em debates e reportagens, as normatizações da Umbanda efetuadas pelo Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, defendendo de unhas e dentes o preconizado pelo venerável Caboclo.

Lilia escreveu e gravou depoimentos importantes, mostrando claramente que a Umbanda instituída pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas é simples, harmoniosa, sem roupagens coloridas e cheias de rendas, sem adereços, sem sacrifício de animais, sem atabaques, sem cobranças, sem beberagens, sem dançarias, sem vaidades, sem festas regadas a comes e bebes, sem rituais e magias disparatados e complicados, sem profusão de oferendas e despachos.

Lilia Ribeiro foi fundadora e mãe espiritual da Tenda Espírita Nossa Senhora do Rosário, em 1955. Essa Casa foi originária da Tenda de São Jerônimo, uma das sete criadas pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas na primeira fase de expansão de nossa Religião. Posteriormente, em 23/04/1965, mudou a razão social para “Tenda de Umbanda Luz, Esperança, Fraternidade”. Era médium do Caboclo Mata Virgem.

Lilia Ribeiro era repórter e jornalista, editando o Boletim “Macaia”, e foi quem deu entrada à história da Umbanda, longe dos mitos; a história real, com fatos.

Durante todo o período que pode conviver com Zélio de Moraes e com suas filhas Zélia de Moraes Lacerda e Zilméia de Moraes Cunha, Lílian constituiu um grande acervo de gravações, perto de 90 (noventa) fitas históricas, dentre as quais, uma grande quantidade de fitas com gravações de Zélio de Moraes, do Caboclo das Sete Encruzilhadas e pontos cantados na Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, verdadeiros pontos de raiz. Também constituiu vários textos sobre ensinamentos, rituais, pontos e trabalhos executados naquela Tenda e na Cabana de Pai Antonio, em Cachoeira de Macacú/RJ.

As reproduções documentárias e fatos históricos que comprovam o que acima foi relatado, está documentado com reportagens e entrevistas com o próprio Zélio de Moraes, com o Caboclo das Sete Encruzilhadas, com o Pai Antonio e pessoas que conviveram em época do início da Umbanda, tudo documentado pela senhora Lilian Ribeiro. Optamos por disponibilizar as cópias dos originais juntamente como esse livro, para mostrar que tudo não é invenção da nossa cabeça, mas, simplesmente fatos históricos, e com testamentos documentários não há argumentos.

Também apresentaremos várias reportagens efetuadas pela senhora Lilia Ribeiro no jornal “Diário de Notícias”, na década de 1970, e outras sobre a Umbanda, pesquisadas e colecionadas pelo Pai Juruá, disponibilizadas.

 
 
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